Alguns setores têm um papel muito importante na sustentação da economia, e é o que acontece com a indústria automobilística no Brasil e no mundo. Essa é uma área que garante faturamento para diversos outros setores, como o de combustível, produção de ferro, borracha etc.

Qualquer problema, ou mesmo uma crise nas vendas, pode afetar seriamente a economia. Por isso, é importante estar atento em como o mercado enxerga o setor, e também em quais são as tendências para os próximos anos.

Neste texto, vamos falar um pouco sobre quais são as expectativas para esse setor no país para os próximos anos. Entenda!

Como está esse mercado hoje?

De maneira geral, no Brasil, o setor de automóveis ainda está se recuperando da crise. Os resultados são mais lentos, já que a partir de 2018 houve uma diminuição na demanda. Isso não acontecia desde 2009, e em 2019 o segmento ainda estava se recuperando. 

Já fora do país, as principais nações que não tiveram um bom resultado são dois gigantes do setor: China e Alemanha. Os dois registraram uma queda de 9% de janeiro a setembro de 2019.

Contudo, apesar dos números pessimistas, o Brasil tem uma expectativa de melhora em 2020. Potencializada pelos efeitos da reforma da previdência e as discussões sobre a tributária, alguns especialistas, como o AutoData, acreditam que teremos um aumento de 10% nas vendas do setor, chegando a 3,1 milhões de carros. Inclusive, até as exportações podem aumentar em 5%.

Qual a importância desse setor para o país?

O mercado automobilístico é muito importante para a economia do Brasil. Não só por ser um setor forte e atuante, sendo responsável indiretamente por 22% do PIB industrial, mas também porque ele precisa de outras indústrias para a sua concretização.

Além disso, segundo números do IBGE, esse mercado cresceu 17,2% em 2017, ajudando o país a ter uma alta de 2,5% na produção industrial, no ano seguinte, representou 12,7%. Isso só mostra o quanto são fundamentais medidas que façam esse setor continuar crescendo.

Quais são as tendências para esse segmento?

Neste tópico, separamos algumas perspectivas que prometem aquecer o setor e até mesmo mudar alguns padrões de consumo nos próximos anos. Confira!

Carros elétricos

Os carros elétricos não são uma tecnologia tão nova assim, mas a tendência é que se tornem mais presentes no cotidiano das pessoas, principalmente por todo o apelo ambiental envolvido. 

Aliás, a própria China tem intensificado a produção desse tipo de carro, primeiro pela utilização da energia limpa, e segundo por uma questão estratégica, já que o país quer ficar cada vez menos dependente de petróleo estrangeiro.

Internet das coisas

Como parte da Indústria 4.0, a internet das coisas não só está em eletrodomésticos e nas fábricas, como também nos automóveis. Cada vez mais, eles serão conectados a outros dispositivos, inclusive smartphones. 

Assim, será possível que o motorista possa monitorar o seu carro, ter informações sobre as melhores rotas, localização, clima, além de ter um panorama mais completo do estado do veículo, como problemas mecânicos.

Rota 2030

Uma tendência que promete ajudar o setor no Brasil é a Rota 2030 – Mobilidade e Logística, um programa de investimentos do Governo Federal que pretende trazer mais pesquisa e também novas tecnologias para o setor.

Por meio de incentivos fiscais, a ideia é que nos próximos 10 anos ocorra uma transformação no segmento. O projeto, que começou em 2015, tem três fases, cada uma de 5 anos, e exige que as montadoras e fabricantes invistam de 0,8% a 1,22% do seu faturamento em tecnologias brasileiras.

Como prêmio, as que conseguirem chegar nesse status podem deduzir 10,2 a 12% de imposto de renda. Além disso, o governo dará R$ 1,5 bilhão de crédito tributário anual se a indústria investir 5 bilhões.

Ao longo do texto, percebemos que a indústria automobilística no Brasil é um setor muito importante para a manutenção do nosso PIB. No entanto, cabe às empresas, responsáveis por manter essa indústria, estarem de olho nas inovações e investirem em soluções tecnológicas que facilitem o trabalho e não deixem sua produção obsoleta.

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